quinta-feira, 6 de maio de 2010

Análise das aulas de Programação de Computadores

        De fato me impressiona o fato de que, em poucas semanas, a professora Letícia Capelão tenha conseguido transformar verdadeiros leigos em programação de computadores, em pessoas capazes de resolver diversos problemas usando dessa área do conhecimento. Tal transformação, apesar de muito rápida, foi bastante gradual, sendo o aprendizado dividido em Guias de Auto-Estudo (GAE) numerados de 1 a 4, sendo este o último GAE executado pelos alunos.

        Em cada GAE os alunos se deparam com alguns problemas a serem solucionados utilizando o PascaL. Logicamente existem alguns mais fáceis outros mais difíceis, alguns que gosto e outros que menos gosto.

        No GAE1 começamos com o básico da programação em PascaL. Desenhando retas e algumas figuras planas, aprendemos como funciona a lógica da programação utilizando a estrutura de controle seqüencial. Além disso, nos foi dada uma noção de como seria o uso de uma sintaxe correta para que nossos programas fossem compilados, idéia essa que foi se aprimorando ao decorrer do curso. Nesse guia o desafio 8 do passo a passo foi o mais fácil de ser executado e desenha a seguinte figura:


Sua estrutura é seqüencial e não possui dificuldades para que seja entendida sua lógica. O mais difícil de ser executado foi o “desafio termômetro”, no qual deveríamos fazer um programa que recebesse um valor de temperatura em Fahrenheit e fornecesse esse valor de temperatura em outras unidades de medida como Celsius, Kelvin e Rankine. Apesar de também utilizar uma estrutura seqüencial, este foi o primeiro desafio no qual usamos a entrada de dados, sendo este o que mais gostei. Como me interessei bastante em conhecer o PascaL e suas funcionalidades, não houve desafio que não gostei.

        Destoando-se do GAE1, o GAE2 foi menos prático e mais teórico. Nesse guia nos foi introduzida a idéia de algoritmos e como organizar as idéias de forma linear e objetiva. Mais uma vez usamos somente a estrutura seqüencial. Ao final tivemos que jogar dois jogos (já postados aqui no blog) e apresentar a solução de uma das fases deles. Essa foi a atividade que mais gostei, haja vista que foi um momento de distração e lazer. Novamente não houve desafio que menos gostei, todos os algoritmos eram bem fáceis e de simples resolução.

        O GAE3 foi mais interessante. Começamos o guia testando algumas das possíveis variáveis do PascaL e seus domínios (integer, real, char e string) e aprendemos a utilizar o comando de repetição FOR, o que ampliou nossos horizontes em relação à programação. Com tal ferramenta, deixamos de perder tempo repetindo a mesma coisa 360 vezes (como no caso do desenho de um círculo) e executamos tarefas mais complexas em pouco tempo. Nesse guia o desafio que menos gostei foi o de teste das variáveis, haja vista que este não executa programa algum, servindo apenas de aprendizado teórico; o desafio que mais gostei foi o 2º do “faça você mesmo”, no qual era preciso “fabricar” uma circunferência. Gostei deste pois o aluno deveria encarar a circunferência como (apesar de falso) um polígono de 360 lados.

        Aumentando o grau de complexidade, apesar de utilizar a mesma linha de raciocínio, o GAE4 realmente colocou o aluno para pensar. Nesse guia, aprofundamos nossos conhecimentos sobre as estruturas de controle do PascaL (seqüencial, repetitiva e alternativa). A estrutura de controle seqüencial, como já foi abordada ao longo dos outros três Guias de Auto-Estudo, esteve presente de forma comum em nossos exercícios e foi menos citada no material de referência. No campo da estrutura de controle repetitiva revisamos o comando FOR (aprendido no GAE3). Além disso, aprendemos os comandos WHILE (das estruturas repetitivas, o mais utilizado durante os exercícios) e REPEAT. Na estrutura de controle alternativa aprendemos primeiramente o comando IF-THEN-ELSE (o comando mais utilizado do guia de estudo nos desafios) e posteriormente o mesmo comando, porém sem a cláusula ELSE. Interessei-me bastante pelo aprendizado desse guia, não havendo exercício que menos gostei. O desafio que mais gostei foi o “notas ampliado”, haja vista que este realmente me colocou para pensar e, no final, a minha saída foi diferente dos demais colegas.

        Como já evidenciado ao longo deste resumo, gostei bastante do método de ensino utilizado pela professora, do aprendizado e da linha de raciocínio adquirida ao longo do curso. Tenho certeza que nós, alunos, tirar-mos-emos bons proveitos e que levaremos ao menos um pouco do conhecimento obtido nas aulas para a nossa futura carreira como engenheiros civis.

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